Processos de engenharia bem pensados são um grande ativo para qualquer empresa — mas, se não forem atualizados com regularidade, podem acabar atrasando o time em vez de ajudar.
Cheguei à Interlock vindo de uma empresa com uma cultura de processos de engenharia bastante pesada. Era uma máquina bem ajustada, com procedimentos testados em batalha e constantemente atualizados.
Do ponto de vista da engenharia, isso ajudava a manter o foco total em codar. As tarefas eram sempre bem descritas no Jira, com expectativas claras. Os designs chegavam prontos e já exportados para HTML, então não era preciso se preocupar com Sketch. Você fazia seu trabalho, passava a tarefa para o QA e, se algo voltasse, vinha sempre com uma descrição detalhada do que não estava funcionando.
Quando comecei na Interlock, no entanto, me surpreendi com o quão leves eram os processos semanais de engenharia em comparação com a empresa anterior. Sem estimativas. Sem Jira. Sem um time de QA separado. No início, isso me deixou inseguro. Eu me perguntava por que tudo funcionava assim, por que as pessoas simplesmente se alinhavam e ninguém tentava estruturar os processos do jeito que eu estava acostumado.
“Os processos precisam servir ao desenvolvimento do produto.”
O principal motivo é que, apesar de parecerem semelhantes à primeira vista, essas empresas tinham problemas diferentes para resolver. A Interlock é, acima de tudo, uma empresa product-first, e processos muito pesados podem se tornar uma limitação nesse tipo de ambiente. Aqui, os processos existem para servir ao produto, e não o contrário.
Na Interlock, temos uma cultura muito forte de resolver o problema certo. Somos extremamente criteriosos ao definir qual é o problema real, como resolvê-lo por meio de um projeto pequeno e bem delimitado (ou um cupcake, como gostamos de chamar) e como essa solução pode evoluir caso o cupcake se prove bem-sucedido.
Em resumo, sempre perguntamos: qual é o problema e como vamos medir que ele foi resolvido? E não aplicamos essa lógica apenas ao desenvolvimento de produto — usamos a mesma abordagem quando queremos criar novos processos de engenharia ou ajustar os existentes.
O benefício “invisível” dos processos
Em qualquer organização, processos são importantes e trazem benefícios. Eles organizam os fluxos de trabalho, ajudam a reduzir erros e geram uma sensação de segurança. Ter bons processos pode dar a impressão de que o trabalho já está em andamento — e, quando bem usados, eles realmente criam as condições certas para que isso aconteça.